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“A força da resistência Px Defense reside na combinação de diferentes fontes de resistência”
As duas variedades Galuna™ com resistência Px Defense representam uma nova solução para os produtores de melão na luta contra o oídio. O lançamento destas novas variedades é o resultado de anos de investigação, incluindo o trabalho de Denis Losdat, Investigador em Fitopatologia, e Ingrid Vilmus, especialista em pré-desenvolvimento genético da Rijk Zwaan. Nesta entrevista, partilham um olhar sobre o complexo mundo da evolução genética, do ADN e dos marcadores moleculares. “Estamos muito satisfeitos por a nossa investigação estar a ajudar os produtores a controlar o oídio de uma forma mais natural.”
Como o desenvolvimento do Px afeta a planta
Enquanto especialista em doenças das plantas, Denis possui um conhecimento aprofundado sobre o impacto que o oídio pode ter nas culturas de melão. “Quando os esporos de Podosphaera xanthii (Px) formam colónias nas folhas, estas tornam-se visíveis sob a forma de manchas brancas. O fungo desenvolve-se absorvendo nutrientes da planta através do seu micélio. Isto afeta diretamente o desenvolvimento da planta, resultando numa redução significativa da produção e da qualidade dos frutos.”
Dispersão a longas distâncias
Os efeitos do oídio constituem um problema à escala mundial. “O Px afeta não apenas os melões, mas também melancias, curgetes e pepinos. Normalmente, os esporos do oídio são transportados pelo vento, podendo percorrer distâncias de muitos quilómetros. Isto permite uma rápida disseminação do fungo, especialmente em zonas com elevada concentração de culturas”, explica Denis.
Identificação oficial das raças 6 e 7
O que torna o Px particularmente difícil de controlar é o aparecimento constante de novas variantes.Por exemplo, as raças mais recentes, 6 e 7, foram oficialmente descritas pela International Seed Federation (ISF) em 2023.“A maioria das variedades apresentava resistência às raças 1, 2, 3, 3.5 e 5. No entanto, um fungo está em constante evolução, principalmente através de mutações naturais. Se uma variante mutante conseguir sobreviver numa variedade resistente, pode multiplicar-se rapidamente. Foi assim que surgiram as raças 6 e 7.”
À procura de fontes de resistência
A procura de novas fontes de resistência às raças 6 e 7 já estava em curso nessa altura. “Enquanto fitopatologistas e especialistas em pré-desenvolvimento genético, estamos constantemente à procura de potenciais fontes de resistência. Avaliamos o nível de resistência de cada fonte e identificamos a localização exata da característica no ADN”, explica Denis. Essa identificação é precisamente a tarefa de Ingrid. Relativamente às raças 6 e 7, investigou quais os genes específicos envolvidos na resistência, cuja origem foi encontrada num melão selvagem. Identifiquei os genes responsáveis por essa diferença”, refere.
Desenvolvimento de um marcador molecular
Posteriormente, Ingrid desenvolveu aquilo que é conhecido como um marcador molecular, que funciona como uma espécie de sinalizador dentro da sequência de ADN.“Um marcador molecular ajuda os melhoristas a introduzir uma característica desejável de forma mais rápida”, explica Ingrid. “Podemos identificar quais os descendentes que possuem resistência e quais não possuem, com base no perfil genético dos seus marcadores. Isto aumenta significativamente a eficiência do processo de desenvolvimento de variedades.”
Uma resistência robusta
Todo este trabalho de investigação culminou no desenvolvimento de duas novas variedades Galuna com o selo Px Defense™, atribuído apenas às variedades que incluem resistência intermédia às raças 6 e 7.Estas variedades, destinadas aos ciclos tardios de verão, apresentam características semelhantes à variedade Galuna Hiron RZ. Em breve serão seguidas por novas variedades adaptadas a outras épocas de cultivo e a outros tipos de melão.
Ingrid mostra-se particularmente satisfeita com este resultado: “Agora podemos ajudar os produtores de melão a controlar o oídio de uma forma mais natural. Trata-se de uma resistência robusta, em parte porque está combinada com resistências a outras raças. Recentemente visitei ensaios de campo onde variedades suscetíveis e as novas variedades resistentes estavam a ser cultivadas lado a lado. O contraste é tão evidente que fala por si.”
Evitar a propagação dos esporos
Apesar dos resultados muito positivos, o fungo pode continuar presente de forma ligeira. Por isso, a vigilância continua a ser essencial, segundo Denis. “É fundamental evitar ao máximo a dispersão dos esporos do oídio. Por exemplo, os produtores devem destruir os restos culturais após a colheita, uma vez que o Px pode sobreviver nesses resíduos. É importante reduzir ao mínimo as oportunidades de adaptação do fungo. Continuamos a monitorizar atentamente o oídio, numa colaboração ativa com os produtores, para podermos responder rapidamente a novos desenvolvimentos. O nosso trabalho nunca termina.”