Histórias - 08-04-2026
Prontos para o futuro com brócolos que facilitam o trabalho”
A colheita de brócolos ainda é, em grande parte, realizada manualmente e exige muita mão de obra. A mecanização é, por isso, um desenvolvimento fundamental no cultivo de brócolos. Com as novas máquinas de colheita seletiva, os produtores tornam‑se menos dependentes da disponibilidade de mão de obra. Na Rijk Zwaan, as equipas dedicadas ao desenvolvimento de brócolos estão a responder a esta evolução, criando variedades e conceitos adaptados aos mais recentes métodos de colheita mecânica. Como especialista de cultura em brassicáceas, John Buijsman possui um profundo conhecimento da mecanização e dos desafios que esta coloca ao desenvolvimento de variedades.
Na colheita manual, as equipas de colheita cortam os brócolos à mão e colocam‑nos numa correia de colheita. Estas equipas são normalmente constituídas por quatro a oito pessoas. O nível de intensidade de mão de obra varia consoante o tipo de produto. A colheita de bimi — popular nos Países Baixos — pode ser até sete vezes mais exigente em termos de mão de obra. “Cada haste é cortada individualmente à mão”, explica John.
Máquinas de colheita seletiva: um grande avanço
Durante anos, os fabricantes de máquinas e os produtores têm trabalhado no desenvolvimento da mecanização. No entanto, até recentemente, as máquinas eram destrutivas: colhiam tudo numa única passagem, independentemente do tamanho ou da qualidade, após o que a cultura ficava comprometida. “Poupa‑se em mão de obra, mas perde‑se potencial de produtividade”, afirma John.
Recentemente, foi introduzida no mercado uma máquina de colheita seletiva (ver video). Esta máquina desloca‑se ao longo da cultura e utiliza câmaras e inteligência artificial para selecionar os brócolos com base na cor, no tamanho e na qualidade. O brócolo está imaturo ou danificado? Nesse caso, é deixado no campo. “Melhora‑se a qualidade, a quantidade e a produtividade ao mesmo tempo”, afirma John com entusiasmo.
Este tipo de máquinas exige um investimento considerável. Ainda assim, segundo John, a mecanização é por vezes inevitável: “Se não há pessoas suficientes disponíveis, é simplesmente necessário recorrer à mecanização.”
Variedades pensadas para a mecanização
Será a Rijk Zwaan capaz de desenvolver o brócolo ideal para estas máquinas? “Sim, estamos bem preparados para isso”, explica John. As variedades com caule robusto e cabeças que não se posicionam demasiado em baixo na planta são prioridade. Curiosamente, um caule alto pode parecer prático, mas oscila com o vento e não se mantém bem alinhado na linha de cultivo. Um caule estável, sem inserções foliares espessas, é o mais adequado, uma vez que inserções grossas podem provocar danos durante a colheita.”
Novos conceitos em desenvolvimento
Para além de desenvolver variedades adaptadas às máquinas existentes, a Rijk Zwaan está também a criar novos conceitos de brócolos em colaboração com empresas de mecanização. O objetivo final é aumentar a rentabilidade dos produtores, garantindo que o cultivo de brócolos se mantém economicamente atrativo. “Os ensaios realizados até agora são muito promissores”, partilha John.
A caminho da variedade ideal
A variedade ideal não se resume apenas à colheita, mas também ao cultivo e às tendências de consumo. Os produtores procuram elevada produtividade, aliada, entre outros aspetos, a uma menor utilização de proteção química das culturas. É por isso que desenvolvemos variedades robustas, mais resistentes a doenças e que necessitam de menos azoto e água. Ciclos de crescimento mais curtos permitem poupar água e reduzir o risco de pragas. “Se o coberto vegetal se desenvolver mais rapidamente, poupamos água e estamos literalmente um passo à frente das doenças”, afirma John.”
Os consumidores também têm as suas próprias preferências. O brócolo roxo, por exemplo, é popular no Reino Unido, enquanto o bimi é um favorito nos Países Baixos. Por isso, as nossas equipas de desenvolvimento procuram continuamente características que respondam a todas estas tendências.